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Fri, 03 May 2024 15:51:54 +0000pt-BR
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3232199044416Como o professor alfabetizador pode contribuir para que a criança avance nas hipóteses de escrita e na leitura?
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Luria ( 2010) coloca que para a criança escrever duas condições devem ser preenchidas. Uma delas é a relação que a criança tem com os elementos que estão ao seu redor, sua relação com os brinquedos e o papel que os objetos possuem para ela. A outra condição é que a criança tem que ser capaz de controlar seu próprio comportamento. Incluindo os objetos e sua funcionalidade. Desde a pré-história, o homem já arrisca a escrita e quando uma criança pega um lápis começa a fazer rabiscos e dá significado a eles. De fato surpreendente, uma criança de 2 anos começa a escrever e quando você pergunta ela precisamente responde: “mamãe/papai”. Ainda há aquelas crianças que vão falando enquanto escreve, de forma primitiva.
Processo de evolução da escrita
Durante o processo de evolução da escrita pode-se destacar aspectos conceituais e momentos importantes que o professor possa acompanhar cada evolução e cada etapa. a) A criança inicia representando o sistema de escrita nas tentativas de comunicação seja por meio de desenhos ou garatujas. Quando ela acredita que escreve (garatujas), muitas vezes, vai falando em voz alta suas frases ou até histórias, mesmo que a escrita convencional seja incompreensível. A garatuja é uma “escrita” rápida que acompanha a fala oral da criança. b) Em seguida, a criança começa a colocar letras para compor as palavras. E, na maioria das vezes, não aceita menos de 3 letras para representar as palavras. Quando o professor pede que escreva uma palavra, a criança fica incomodada quando não sabe. c) Quando a criança começa a fazer uma relação entre o grafema / fonema e já faz uma representação sonora ela consegue perceber a função realmente da escrita como fator de comunicação,
Segundo, Castedo (2000), não é adequado colocar as crianças de forma homogênea para a construção de escrita para desenvolver atividades. A autora propõe algumas sugestões de intervenções para formar leitores críticos.
“1) Propor problemas para as crianças para cuja solução não tenham todos os conhecimentos nem todas as estratégias para poder resolvê-los totalmente. Somente dessa maneira é que sua resolução gera a necessidade de coordenar ou dar novo significado aos conhecimentos anteriores, construir novos conhecimentos e desenvolver estratégias. 2) Organizar projetos e situações nos quais a leitura apareça contextualizada em alguma prática existente em nossa cultura. 3) Dar oportunidades para se aproximarem e transformarem interpretações diversas de um mesmo texto, retomando-as a partir das interpretações de outros, de outras leituras, outras experiências que contradigam ou enriqueçam suas interpretações iniciais. 4) Gerar situações nas quais seja necessário que as crianças explicitem suas interpretações, confrontem-nas e elaborem outras cada vez mais compartilhadas.” http://antigositebolsa.fde.sp.gov.br/rodada4/apoio/Texto%20Mirta%20-%20Grupo%20Tematizatpo-Cris.pdf. Acesso em: 04/03/2019.
O processo de intervenção de escrita deve ser bem planejado pelo professor, pois atividades em duplas são bem-vindas desde que haja diferentes tarefas que atendam às necessidades das crianças nas hipóteses e nos avanços. Propor atividades em dupla entre uma criança alfabética e outra que está na fase pré-silábica irá gerar problemas de socialização e intervenção e não haverá avanços em ambas. Segundo Vygotsky há duas zonas de desenvolvimento importantes para a aprendizagem: • Zona de desenvolvimento potencial, onde há interação com o outro e a aprendizagem acontece com esta interação. • Zona de desenvolvimento real: onde a aprendizagem acontece de forma individual.
A distância entre o desenvolvimento potencial e o real é nomeado de zona de desenvolvimento proximal, é neste ponto que percebemos o quanto a criança já sabe e o quanto é necessário ainda conquistar para que possa realizar com autonomia uma tarefa.
“ O que a criança pode fazer hoje com auxílio dos adultos poderá fazê-lo amanhã por si só. A área de desenvolvimento potencial permite-nos, pois determinar os futuros passos da criança e a dinâmica do seu desenvolvimento e examinar não só o que o desenvolvimento já produziu, mas também o que produzirá no processo de maturação.(…). Portanto, o estado do desenvolvimento mental da criança só pode ser determinado referindo-se pelo menos a dois níveis: o nível de desenvolvimento efetivo e área de desenvolvimento potencial” (texto original de Vygotsky, in Rego, 1994, p.126)
Desta forma, o professor exerce papel fundamental no processo de aquisição da linguagem escrita, pois ele cria possibilidades de interação com as crianças, através de uma mediação e organização de estratégias mais eficientes. É preciso desmistificar que a criança escreve, mas não lê. Muitas crianças apenas copiam as palavras do quadro, mas não sabem o significado destas. Este aspecto confunde-se e as famílias e professores acreditam que a criança está alfabética. Portanto, dentro de um processo de alfabetização, as atividades diagnósticas e as interferências do professor farão com que a criança avance e consiga atingir a zona de desenvolvimento real, nomeada por Vygostky.
( texto extraído do livro: Alfabetização e Psicomotricidade, Renata Aguilar)
Autora: RENATA AGUILAR. Mestre em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento, Neuropsicopedagoga com Extensão em Neuropsicologia. Psicopedagoga, Especialista em gestão e administração escolar. Graduada em Ed. Física e Pedagogia. Especialista em alfabetização e Matemática. Professora e Coordenadora Pedagógica. Autora de livros na área da educação , entre eles: Neurociência aplicada à Educação e Metodologias Ativas e Educação 5.0.
Obs. O texto não pode ser reproduzido sem menção do nome da autora de acordo com a lei Lei de Direitos Autorais – Lei 9610/98.
]]>https://renataaguilar.com/como-o-professor-alfabetizador-pode-contribuir-para-que-a-crianca-avance-nas-hipoteses-de-escrita-e-na-leitura/feed/03376Como a neurociência pode contribuir para a atuação do professor em sala de aula?
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https://renataaguilar.com/como-a-neurociencia-pode-contribuir-para-a-atuacao-do-professor-em-sala-de-aula/#respondMon, 18 Jul 2022 13:00:00 +0000https://renataaguilar.com/?p=3337
Hoje ouvimos e lemos muito a respeito da Neurociência na escola, mas são inúmeras informações até mesmo técnicas que, muitas vezes, o professor, sim aquele professor que está em sala de aula com 25/30 alunos não consegue aplicar ou mesmo compreender tantas informações e como isto poderá ajudá-lo no dia a dia escolar. Não podemos descartar a importância e as contribuições da Neurociência para o âmbito escolar, é preciso descortinar, quebrar os paradigmas e entender como o cérebro aprende e como podemos usar todas estas informações em benefício do aluno. Aquele aluno com dificuldades, que está desmotivado ou até mesmo os que tratamos como inclusão podemos ajudar através de estratégias diferentes em sala de aula. Me refiro aqui a inclusão não apenas como síndromes, mas aquele aluno transtornos do neurodesenvolvimento ou que apresente quaisquer dificuldades de aprendizagem.
Ensinar sem levar em conta como o cérebro aprende
Ensinar sem levar em conta como o cérebro aprende é descartar possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento do aluno, é ser injusto. Como adequar o novo tempo dentro da escola, após passar por aulas remotas O problema é que as pessoas, me refiro aos alunos, são as mesmas e participam destes dois mundos tão diferentes, causando desinteresse pela aula e gerando indisciplina, além de um desgaste tanto físico quanto psicológico do professor. E onde entra a Neurociência neste contexto? É preciso conhecer as funções cerebrais, não apenas da área médica, pois, nós professores não temos esta pretensão, mas sim conhecer aspectos cerebrais que possam nos ajudar a compreender melhor como o aluno aprende e como transformar nossa aula realmente em aprendizagem significativa. Não existe aprendizagem isolada, precisamos englobar todas as áreas. O cérebro é órgão central do processo de informações e da aprendizagem. Desde a concepção o cérebro atua de forma intensa para fazer as conexões necessárias para o desenvolvimento do ser humano. Antigamente, acreditava-se que apenas aprendíamos na infância e parte da idade adulta, hoje, após muitos estudos lemos e ouvimos muito o termo plasticidade cerebral, no qual constata-se que aprendemos durante toda nossa existência.
O que é plasticidade?
Plasticidade é a capacidade do organismo em adaptar-se às mudanças ambientais externas e internas, graças à ação sinérgica de diferentes órgãos, coordenados pelo sistema nervoso central (SNC). Paul Bach-y-Rita, neurocientista americano foi um dos primeiros a estudar seriamente a ideia de neuroplasticidade e introduzir a substituição sensorial como uma ferramenta para tratar pacientes que sofrem de distúrbios neurológicos. Ele descobriu que o sistema nervoso pode se adaptar através de várias experiências. Esta descoberta retrata a plasticidade cerebral no sentido que ele pode readaptar-se a uma lesão, buscando outros mecanismos para aprender.
Disposição de mobiliário, como aulas em círculo, imagens visuais, sons, aromas, cores, iluminação adequada são essenciais para que o aluno se sinta confortável e tranquilo.
O aluno passa a ser o pesquisador de um determinado conteúdo e o professor o mediador do conhecimento, aquele em que faz mais perguntas do que dá respostas.
Os mapas facilitam a aprendizagem dos conteúdos e organização das ideias e informações. O professor deve construir junto com o aluno e também ensinar como se constrói.
Lembre-se de músicas de propagandas de alguns produtos ou slogans que jamais são esquecidos. Com certeza, consegue recordar-se até de detalhes. A memória precisa de repetição e de diferentes estratégias, portanto incluir música na aula é um recurso muito interessante.
“Alunos diferentes aprendem de forma diferentes”, então também temos que propor situações novas e que possam ser aplicadas em sala de aula. Há alunos que tem uma memória auditiva melhor que a visual ou tátil. Não importa! O que o cérebro realmente precisa é que todas as áreas sejam estimuladas.
Portanto, conhecer as funções cognitivas, o funcionamento do cérebro, os aspectos motores e emocionais serão o ponto de partida para uma transformação na aprendizagem. É preciso aprender a aprender! É preciso olhar para este aluno que está em nossas mãos e buscar estratégias para uma aprendizagem eficiente. ( texto extraído do livro: Neurociência aplicada à educação, Renata Aguilar)
Autora: RENATA AGUILAR. Mestre em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento, Neuropsicopedagoga com Extensão em Neuropsicologia. Psicopedagoga, Especialista em gestão e administração escolar. Graduada em Ed. Física e Pedagogia. Especialista em alfabetização e Matemática. Professora e Coordenadora Pedagógica. Autora de livros na área da educação , entre eles: Neurociência aplicada à Educação e Metodologias Ativas e Educação 5.0.
Obs. O texto não pode ser reproduzido sem menção do nome da autora de acordo com a lei Lei de Direitos Autorais – Lei 9610/98.
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https://renataaguilar.com/jogos-e-brincadeiras-que-estimulam-e-facilitam-a-alfabetizacao-2/#commentsMon, 11 Jul 2022 13:00:00 +0000https://renataaguilar.com/?p=3330
Brincar, jogar, contar histórias e cantar fazem parte do universo infantil. A alfabetização não pode ter data e horário marcado para iniciar e terminar, o processo lúdico tem que acontecer dentro da sala de aula e pode ter uma extensão com a família em casa. Mas antes de tudo é necessário que o educador e a família sejam reflexivos em quais atividades selecionar, pois atualmente encontramos muitas nas redes sociais, mas nem todas favorecem e auxiliam no avanço do processo de alfabetização. • O primeiro passo é selecionar as atividades, lembre-se quanto mais divertida for mais interesse a criança terá. • Prefira mais as brincadeiras do que os jogos, pois não há vencedor e quando a criança apresenta dificuldades ou resistência na aprendizagem da leitura e da escrita, se perder acabará desistindo. • Lembre-se que as crianças são pequenas e que aprender a ler e a escrever exige uma maturação cerebral. Não antecipe a fase. • Utilize materiais concretos, a percepção tátil nesta fase é muito importante, por exemplo caixas de areia, lixa, massa de modelar, alfabeto móvel. • Inicie pelo nome da criança, escrever na areia e com massa será bem divertido. • Há vários jogos também disponíveis no mercado que encaixam as letras às imagens, possuem roletas com as letras, etc. • Muitos jogos podem ser confeccionados com materiais recicláveis. A criança ajuda na confecção dos materiais para depois brincar.
As crianças são diferentes e aprendem de formas diferentes
Portanto, temos que ter a certeza que as crianças são diferentes e aprendem de formas diferentes. Nunca podemos colocar todas em um único parâmetro que caminham juntas, têm conquistas e avanços juntas, na mesma hora, no mesmo momento. É preciso quebrar o paradigma de que aprender a ler e a escrever é fácil e não requer esforço. Crianças são seres em construção, não há receitas e atividades prontas, mas há reflexão de um processo que deve ser agradável para elas. Está na hora de deixarmos as crianças serem crianças, de terem suas derrotas num jogo e suas frustrações numa brincadeira. É preciso que o processo de aquisição da leitura e da escrita seja divertido, alegre e acima de tudo prazeroso. É preciso ver o sorriso da criança ao conquistar sua primeira escrita e ao ler seu nome numa placa. E, assim, a alegria de aprender deve estar inserida na criança.
Autora: RENATA AGUILAR. Mestre em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento, Neuropsicopedagoga com Extensão em Neuropsicologia. Psicopedagoga, Especialista em gestão e administração escolar. Graduada em Ed. Física e Pedagogia. Especialista em alfabetização e Matemática. Professora e Coordenadora Pedagógica. Autora de livros na área da educação , entre eles: Neurociência aplicada à Educação e Metodologias Ativas e Educação 5.0.
]]>https://renataaguilar.com/jogos-e-brincadeiras-que-estimulam-e-facilitam-a-alfabetizacao-2/feed/13330A Descoberta da Escrita – Alfabetizar com qualidade, na hora certa!
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https://renataaguilar.com/a-descoberta-da-escrita-alfabetizar-com-qualidade-na-hora-certa/#respondMon, 04 Jul 2022 13:00:00 +0000https://renataaguilar.com/?p=3285
• Quais habilidades as crianças precisam para se alfabetizar? • Qual é a idade aproximada para o aluno aprender essas habilidades? Ler é um processo muito complexo e que exige muitos conhecimentos prévios da criança. Quando nos deparamos com a palavra “alfabetização”, muitas pessoas desconhecem seu verdadeiro significado. Num mundo onde o acesso à comunicação é tão rápido e as tecnologias estão ao alcance das crianças desde muito cedo, podemos afirmar que o processo de alfabetização inicia-se muito antes da fase escolar. Com tantas tecnologias ao nosso redor, com jogos virtuais e eletrônicos invadindo nossas casas, as crianças em idade escolar não conheceram um mundo sem a internet, sem tablets e aparelhos celulares de última geração.
Então, diante de tanta informação em que momento a criança está pronta para ingressar no mundo da leitura e da escrita?
Já no ventre materno, a criança tem contato com nosso idioma. Nos primeiros anos de vida passa a nomear e identificar pessoas, objetos, a ouvir histórias, tem contato com livros e revistas, aparelhos eletrônicos, passa a descobrir sabores e sons diferenciados. Tudo isto faz parte de uma aquisição da linguagem oral que passa a estar diretamente relacionada com uma futura linguagem escrita. A partir desse momento, a intervenção pedagógica do professor é fundamental para a construção do conhecimento e o aluno só constrói mediante a interações com outras crianças, com professores e também com recursos que facilitam esta aprendizagem. É preciso ensinar de forma explícita. Por volta de 5 e 6 anos a criança já é capaz de construir uma lógica para a escrita por meio de imagens, do reconhecimento de seu próprio nome, de quantificar letras e arriscar alguns traços e sons. Nesta faixa etária há uma amplitude de vocabulário significativa e ela passa a ter noção temporal e espacial.
Atividades que intensifiquem aspectos espaciais e consciência fonológica são importantes para iniciar este processo. Muitas vezes, a família e a escola enxergam a criança como um adulto em miniatura com regras e exigências, na qual ela não é capaz de assumir este papel.
O desenvolvimento tecnológico está em contraste direto com o desenvolvimento biológico da criança.
Em resumo, elaborar um plano de ensino consistente e adequado as características de cada faixa etária são pontos de partida para uma alfabetização de qualidade, sem causar traumas à criança. Traumas estes que são adquiridos na fase escolar, pois a criança que não consegue ler percebe que os colegas já decifram os códigos da leitura, enquanto ela ainda está num processo anterior. Por inúmeras vezes, a criança tem “medo” da lição, ou até mesmo de um ditado. Muitas crianças chegam a chorar e são encaminhadas pela escola para especialistas como se o problema estivesse na própria criança. A criança consegue ler e interpretar imagens e relatar fatos, mas muitas vezes não consegue escrever seu próprio nome. É preciso repensar o caminho da alfabetização, é preciso planejar, executar e avaliar cada etapa desse processo, é preciso conhecer o aluno. Um longo caminho deve ser percorrido, sendo necessário construir um trabalho conjunto entre a escola e a família, entre os agentes educadores e a criança.
Autora: RENATA AGUILAR. Mestre em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento, Neuropsicopedagoga com Extensão em Neuropsicologia. Psicopedagoga, Especialista em gestão e administração escolar. Graduada em Ed. Física e Pedagogia. Especialista em alfabetização e Matemática. Professora e Coordenadora Pedagógica. Autora de livros na área da educação , entre eles: Neurociência aplicada à Educação e Metodologias Ativas e Educação 5.0.
Texto disponível no livro: NEUROPSICOPEDAGOGIA: UMA ABORDAGEM TEÓRICA E PRÁTICA SOB A ÓTICA DA COMUNICAÇÃO AFETIVA, DO DESENVOLVIMENTO FÍSICO, COGNITIVO, SOCIAL E LÚDICO
]]>https://renataaguilar.com/a-descoberta-da-escrita-alfabetizar-com-qualidade-na-hora-certa/feed/03285Retorno às aulas presenciais a as habilidades socioemocionais
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https://renataaguilar.com/retorno-as-aulas-presenciais-a-as-habilidades-socioemocionais/#respondMon, 27 Jun 2022 13:00:00 +0000https://renataaguilar.com/?p=3262
A relação professor e aluno e os impactos na aprendizagem é um ponto já discutido anteriormente por vários educadores. Demonstrar vínculo afetivo entre as partes traz significados para a aprendizagem isto é fato, porém em tempos de muitas mudanças na educação e no sistema acadêmico levantou mais indagações do que a escola e as famílias estavam preparadas. Uma busca constante por um ensino de qualidade sempre foi um caminho árduo a ser percorrido, mesmo com alguns incentivos na política educacional como escolas que se destacam com premiações, tanto escolas públicas e privadas deveriam buscar a excelência no ensino. Em todos os lugares, a escola sempre esteve cercada por críticas tanto na visão da comunidade quanto na visão do próprio corpo docente.
A figura do professor mudou, a escola mudou
Diante deste cenário, em meio à pandemia no Covid-19 que parou o mundo, a escola ultrapassa os muros e invadiu às casas dos alunos. A pergunta que nos incomodava: Como podemos garantir um ensino de qualidade com aulas remotas ou até por plataformas digitais, sendo que nem todos os alunos teriam acesso? E, ampliamos ainda mais nosso questionamento, como os alunos farão um retorno às aulas presenciais pós-pandemia?
Neste contexto é fundamental compreender a importância de desenvolver uma inteligência emocional para lidar com os diferentes sentimentos decorrentes do cenário pandêmico, por meio de uma escuta ativa.
O principal desafio é unir as famílias e a escola num movimento não apenas em relação aos conteúdos programáticos, mas na afetividade e na acolhida deste retorno. Muitas questões ainda nos geram inseguranças, porém é preciso contextualizar o tempo, o espaço e o sujeito da aprendizagem.
A crise pandêmica mostrou a importância clara do professor e da escola, crianças entraram em depressão e a Educação se viu próximo ao caos, a desigualdade social ficou bem nítida. É preciso dialogar com os alunos, acolher as turmas e ver como estas crianças estão, o que passaram, ter a inteligência emocional mais sensata antes do conhecimento acadêmico.
O que é essencial para melhor estimular a aprendizagem das crianças em sala de aula?
É preciso dialogar com os alunos, acolher as turmas e ver como estas crianças estão, o que passaram, ter a inteligência emocional mais sensata antes do conhecimento acadêmico. É colocar tanto aluno quanto professor no papel de protagonistas da aprendizagem.
A empatia, habilidades de conhecimento de si e do mundo, compaixão e valores sociais se constroem com interação e com diálogo. Este é o ponto que temos que refletir agora dentro das escolas. É preciso reestruturar o eu interno, a busca pelo equilíbrio emocional, uma inteligência interpessoal, que é a maneira como construímos nossas relações com o outro e como interagimos com as diferenças e semelhanças de atitudes ou de valores. Se o equilíbrio emocional, a escuta e as habilidades de interação são bem estabelecidas, o conteúdo programático será recuperado. A mudança já aconteceu, não seremos mais os mesmos, a escola, a família e o aluno teve de se adaptar às mudanças, teve de aprender e buscar conhecimento e informação. É nesta mudança tão necessária que a escola passou que transforma a postura do professor e do aluno como seres em constante aprendizado.
Autora: RENATA AGUILAR. Mestre em Intervenção Psicológica do Desenvolvimento, Neuropsicopedagoga com Extensão em Neuropsicologia. Psicopedagoga, Especialista em gestão e administração escolar. Graduada em Ed. Física e Pedagogia. Especialista em alfabetização e Matemática. Professora e Coordenadora Pedagógica. Autora de livros na área da educação , entre eles: Neurociência aplicada à Educação e Metodologias Ativas e Educação 5.0.
Texto disponível no livro: NEUROPSICOPEDAGOGIA: UMA ABORDAGEM TEÓRICA E PRÁTICA SOB A ÓTICA DA COMUNICAÇÃO AFETIVA, DO DESENVOLVIMENTO FÍSICO, COGNITIVO, SOCIAL E LÚDICO
]]>https://renataaguilar.com/retorno-as-aulas-presenciais-a-as-habilidades-socioemocionais/feed/03262Transtornos de Neurodesenvolvimento e dificuldades de aprendizagem
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https://renataaguilar.com/transtornos-de-neurodesenvolvimento-e-dificuldades-de-aprendizagem/#commentsMon, 13 Jun 2022 17:43:02 +0000https://renataaguilar.com/?p=3165
É muito comum ouvirmos queixas dos professores que os alunos apresentam dificuldades de aprendizagem e que há defasagem de conteúdos dos anos anteriores.
1. Dificuldade de aprendizagem: está associada a uma dificuldade no âmbito escolar, pode ser pontual ou numa dificuldade de um determinado conteúdo. As dificuldades de aprendizagem podem ser sanadas com apoio escolar ou com apoio psicopedagógico. Geralmente, estão relacionadas a defasagem de conteúdos que vão se acumulando no decorrer dos anos ou até mesmo uma mudança de escola com metodologias diferentes.
Muitas vezes, é resolvida no próprio meio escolar. Ponto que se torna relevante atualmente foi o fechamento das escolas em 2020/2021, com aulas remotas. O retorno das aulas presenciais evidenciou uma defasagem maior em áreas da linguagem e matemática.
Essa defasagem demandou um aumento de procura por atendimento tanto na área da psicologia quanto da psicopedagogia.
2. Transtornos: qualquer atraso ou disfunção dessas regiões ou redes conectivas resultam em déficits qualitativos ou quantitativos no processamento adequado destas informações, que influenciam tanto o aspecto cognitivo e/ou social e comportamental.
De acordo com DSM-5, os transtornos são nomeados como Transtornos do Neurodesenvolvimento que inclui também os distúrbios. Distúrbio de Aprendizagem está ligado a “um grupo de dificuldades pontuais e específicas, caracterizadas pela presença de uma disfunção neurológica”.
A cada dia mais evidências têm surgido sobre diversos transtornos, podemos classificá-los em:
• Transtornos de Aprendizagem Verbal (Dislexia, Disortográfica, Disgrafia e Discalculia) • Transtornos de Aprendizagem Não-Verbal (Percepção Espacial e Executivo) • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) • Esquizofrenia • Transtornos de ordem psicológica como: depressão, ansiedade, bipolar, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de personalidade.
3. Síndromes: a palavra vem da origem grega “syndromé”, que significa “reunião”. A síndrome é um conjunto de sintomas e sinais que estão associados a mais de uma causa, pode ser definido como uma patologia, mas na medicina não pode ser caracterizado como uma doença.
Dislexia
A dislexia é um transtorno de aprendizagem específico da leitura e da escrita, caracterizado por dificuldades de reconhecimento de letras, decodificação e soletração de palavras, na organização espacial, decorrência de um comprometimento no desenvolvimento de habilidades fonológicas. A dislexia causa grande dificuldade na leitura e problemas na escrita. Acomete mais meninos do que meninas. A leitura e a escrita é o fator primordial para a aprendizagem dentro da escola e quando há alguma dificuldade várias áreas do conhecimento são comprometidas. O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia alguns sintomas já podem ser notados na Educação Infantil como:
Alguns sinais na Pré-escola • Dispersão; • Fraco desenvolvimento da atenção; • Atraso do desenvolvimento da fala e da linguagem • Dificuldade de aprender rimas e canções; • Fraco desenvolvimento da coordenação motora; • Dificuldade com quebra-cabeças; • Falta de interesse por livros impressos.
Alguns sinais na Pré-escola
• Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita; • Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras); • Desatenção e dispersão; • Dificuldade em copiar de livros e da lousa; • Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.); • Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences; • Confusão para nomear entre esquerda e direita; • Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas etc.; • Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou longas e vagas;
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Segundo Smith e Strick (2001), “embora os prejuízos neurológicos possam afetar qualquer área do funcionamento cerebral, as deficiências que mais tendem a causar problemas acadêmicos são aquelas que afetam a percepção visual, o processamento da linguagem, as habilidades motoras finas e a capacidade para focalizar a atenção.”
As dificuldades de aprendizagem e/ou problemas neurológicos afetam a capacidade do cérebro para entender, recordar ou comunicar informações. Isto aparece com muita nitidez dentro do ambiente escolar, muitas vezes desapercebidas em casa, com a família.
É com muita frequência que ouço relatos das famílias inconformadas com a dificuldade escolar, pois dizem que em casa a criança joga videogame com facilidade ou executa uma tarefa com destreza.
Um dos fatores que influencia é o fator genético. A família, muitas vezes, associa, que em casa alguém também demonstra tais características. Outro fator importante é o ambiental, saúde, irregularidade no sono, alimentação inadequada, família numerosa, falta de estímulos na família…
Existem alguns sintomas que podem ser levados em consideração durante uma avaliação de suspeita de TDA. Para o diagnóstico é fundamental que a criança apresente pelo menos seis destes sintomas e precisam ocorrer em vários ambientes como em casa e na escola, e também, é necessária uma avaliação cuidadosa de cada sintoma, e não somente a listagem de sintomas.
Transtorno do Espectro Autista
O Transtorno do Espectro do Autismo é o novo termo oficial de diagnóstico do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição (DSM-5) caracterizado ao Autista.
Dificuldades que caracterizam o autismo
• Dificuldade de comunicação – caracterizada pela dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal. Isto inclui gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal. • Dificuldade de sociabilização – é caracterizada pela dificuldade em relacionar-se com os outros, a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas. • Dificuldade no uso da imaginação – se caracteriza pela dificuldade de compreender o faz de conta, não compreende metáforas e tem dificuldades em brincar com os objetos e imaginá-los em situações lúdicas. Ter apego anormal a um determinado objeto. • Sensibilidade excessiva às percepções sensoriais: barulhos, determinadas roupas podem trazer incômodos, rejeição a algum tipo de alimento. • Movimentos repetitivos com braços, pernas, cabeças. Em alguns casos, pode desenvolver o Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Discalculia
Discalculia pode ser definido como um transtorno específico nas capacidades de matemática que inclui números, cálculos, compreensão em situações-problema, dificuldades em conceitos de medidas, sistema monetário e medidas de tempo. A discalculia atinge cerca de 5% da população, mas as dificuldades de aprendizagem da matemática atingem cerca de 25% da população. De acordo com o Cid-10, as dificuldades estão:
• Na compreensão dos números, sinais e termos • Nas habilidades de contagem • Nas habilidades computacionais • Na solução de problemas verbais • Em alinhar os numerais , inserir os símbolos, • Falta de organização espacial • Não memoriza tabuada • Não está associada à síndromes ou deficiências auditivas/visuais • Afeta principalmente operações básicas, mais do que geometria, trigonometria e álgebra
A discalculia aparece como uma disfunção neuronal no sulco intraparietal neuronal do cérebro.
Crianças e adolescentes que apresentam discalculia podem apresentar déficits em várias áreas das funções executivas, como:
• Foco atencional (concentração) • Atenção dividida • Memória operacional e de curto prazo • Nomeação • Planejamento • Velocidade de processamento
Considerar-se a discalculia como um transtorno, podemos classificá-las em seis subtipos, classificados nos estudos de Kosc (1974, in Bernardi, 2014): Discalculia Verbal – dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.
Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matemática. Discalculia Léxica – Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos. Discalculia Gráfica – Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos. Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos. Discalculia Operacional – Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos Torna-se imprescindível verificar que quem tem discalculia não necessariamente tem os seis tipos.
]]>https://renataaguilar.com/transtornos-de-neurodesenvolvimento-e-dificuldades-de-aprendizagem/feed/13165A importância da Rotina na Educação Infantil
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Estabelecer uma rotina na Educação Infantil não é tarefa fácil para o professor e também para a família, porém de suma importância para o desenvolvimento da criança desde bebê.
A hora de dormir, das mamadas, do lanche ou das atividades escolares devem ser organizadas de forma que atendam às necessidades da criança.
É na fase da Educação Infantil que a criança desenvolve habilidades físicas, cognitivas, motoras, sociais e afetivas que irão favorecer seu desenvolvimento integral.
Com a rotina estabelecida, o professor e a família contribuem para que o ambiente seja mais tranquilo e favoreça a segurança da criança.
Famílias e escolas em que há mudanças constantes de rotina promovem na criança maior agitação e insegurança, além de contribuir negativamente para a manutenção do foco atencional.
Apesar da rotina ser algo estabelecido pelo adulto, não pode ser inflexível. Em muitos momentos, a rotina pode ser modificada quando é necessária uma adequação do dia a dia.
O professor pode estabelecer sua rotina já no planejamento de aula, organizando o que será aplicado, como será aplicado, seus objetivos e estratégias.
Dentro desse contexto, na rotina escolar e familiar, um ponto que não pode faltar é a hora do brincar, que muitas vezes, pelo excesso de conteúdos acadêmicos é deixado de lado.
Além de uma organização do professor, a criança precisa ter acesso e saber o que será aplicado. A rotina favorece também uma organização do espaço e do tempo.
Pode-se ser distribuída em um local de fácil visualização para a criança como, por exemplo:
• Hora da Entrada • Hora da atividade • Parque • Lanche • Aula de Música • Hora da História • Saída
Portanto, temos que ter a certeza que as crianças são diferentes e aprendem de formas diferentes. Nunca podemos colocar todas em um único parâmetro que caminham juntas, têm conquistas e avanços juntas, na mesma hora, no mesmo momento. É preciso quebrar o paradigma de que aprender a ler e a escrever é fácil e não requer esforço.
Crianças são seres em construção, não há receitas e atividades prontas, mas há reflexão de um processo que deve ser agradável para elas. Está na hora de deixarmos as crianças serem crianças, de terem suas derrotas num jogo e suas frustrações numa brincadeira.
É preciso que o processo de aquisição da leitura e da escrita seja divertido, alegre e acima de tudo prazeroso. É preciso ver o sorriso da criança ao conquistar sua primeira escrita e ao ler seu nome numa placa. E, assim, a alegria de aprender deve estar inserida na criança.
Colocar cada parte da rotina por meio de imagens mostra para a criança uma sequência e também o tempo de execução. Sugiro também que dentro da sala de aula esteja exposto um calendário, assim a criança desde pequena passa a compreender noções temporais, sequenciais e aspectos do dia a dia. Por exemplo, quantos dias faltam para aquele passeio ao sítio? Quantos dias choveu nesse mês em nossa cidade? Ou quem são os aniversariantes da turma nesse mês. A rotina é um caminho facilitador da aprendizagem, deve ser planejada e não rígida e, sempre com um olhar para o desenvolvimento integral da criança.